A 78ª edição do Primetime Emmy Awards aconteceu na noite de domingo (14/09), no Peacock Theater, em Los Angeles, com transmissão da NBC e do Peacock — e trouxe um recorde que não se via desde a criação da premiação: Matthew Rhys se tornou o primeiro ator da história a vencer duas categorias de protagonista na mesma cerimônia, levando o Emmy de melhor ator em comédia por “Widow’s Bay” e o de melhor ator em minisérie por “The Beast in Me”.
A apresentação ficou a cargo de Mariska Hargitay, atriz conhecida por “Law & Order: SVU” — uma escolha que a Academia de Televisão destacou como simbólica: é a primeira vez desde 1993 que o Emmy não é apresentado por um comediante ou uma personalidade ligada ao humor.
Os grandes vencedores da noite
Na disputa mais concorrida da premiação, “The Pitt” (HBO Max), ambientada em um pronto-socorro hospitalar, levou o Emmy de melhor série de drama — coroando uma temporada que já havia entrado na cerimônia com 25 indicações, a maior contagem entre todos os concorrentes. Noah Wyle, protagonista da série, também venceu como melhor ator em drama, revivendo décadas depois do sucesso que teve em “ER” — outra série médica que o consagrou nos anos 1990.
Do lado da comédia, “Widow’s Bay” foi a grande vencedora da noite, levando não só o prêmio de melhor série como os de melhor ator (Matthew Rhys) e coadjuvantes Stephen Root e Kate O’Flynn — uma varredura que poucas séries de comédia conseguem em uma única edição.
Veja o resumo dos principais vencedores:
Séries
- Melhor série de drama: “The Pitt”
- Melhor série de comédia: “Widow’s Bay”
- Melhor minisérie: “DTF St. Louis”
- Melhor programa de variedades: “The Late Show with Stephen Colbert”
Atuação em drama
- Melhor ator: Noah Wyle (“The Pitt”)
- Melhor atriz: Rhea Seehorn (“Pluribus”)
- Melhor ator coadjuvante: Tom Pelphrey (“Task”)
- Melhor atriz coadjuvante: Allison Janney (“The Diplomat”)
Atuação em comédia
- Melhor ator: Matthew Rhys (“Widow’s Bay”)
- Melhor atriz: Jean Smart (“Hacks”)
- Melhor ator coadjuvante: Stephen Root (“Widow’s Bay”)
- Melhor atriz coadjuvante: Kate O’Flynn (“Widow’s Bay”)
Atuação em minisérie
- Melhor ator: Matthew Rhys (“The Beast in Me”)
- Melhor atriz: Sally Field (“Remarkably Bright Creatures”)
- Melhor ator coadjuvante: David Harbour (“DTF St. Louis”)
- Melhor atriz coadjuvante: Linda Cardellini (“DTF St. Louis”)
Por que o feito de Matthew Rhys importa
Vencer duas categorias de protagonista na mesma noite pode parecer só uma curiosidade estatística, mas ilustra algo maior sobre o momento atual da TV: a linha entre “ator de comédia” e “ator de drama” está cada vez mais tênue. Rhys, que já havia sido indicado antes por “The Americans” (um drama de espionagem denso), provou em 2026 que consegue alternar entre o tom mais leve de “Widow’s Bay” e a intensidade psicológica de “The Beast in Me” no mesmo ciclo de premiação — um tipo de versatilidade que a própria Academia parece estar mais disposta a reconhecer nos últimos anos, à medida que séries “prestige” misturam humor e drama dentro do mesmo roteiro.
Vale notar também o padrão que se formou entre os vencedores de minisérie: tanto “DTF St. Louis” quanto “The Beast in Me” são produções relativamente novas e menos badaladas do que os favoritos apontados pela crítica antes da cerimônia — um sinal de que os votantes do Emmy têm premiado descoberta em vez de familiaridade nesta categoria específica, diferente do que costuma acontecer em drama e comédia, onde nomes e séries já consagrados tendem a se repetir.